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Release Goatlove

RELEASE - 2016
 
Houve um tempo em que flashs de luzes iluminavam corpos suados em pistas de chão grudento de clubes sujos e mal frequentados. Fumaça de cigarros e bebidas de nomes exóticos, como Donkey Kick, decoravam palcos minúsculos e com piso torto. Cabos com plugs quebrados conectados em amplificadores que pareciam conter cinco colmeias de abelhas dentro davam volume às guitarras com cordas que cortavam os dedos e microfones que insistiam em dar choques nos lábios menos avisados. Uma garota de coxas grossas, com laço nos cabelos ondulados, saia cortada e meias até os joelhos agarrava o volume das calças de um delinquente de bigode espesso e camiseta apertada com o logo desbotado de Alice Cooper. Uma garrafa encontrava a cabeça do distraído que prestava atenção ao solo distorcido de uma banda preocupada com sua Van estacionada em local proibido de uma esquina qualquer. A tudo isso, alguns chamavam de perversão. O Goatlove chama isso de quinta-feira passada.
 
Isso é o Goatlove. Uma banda sem segredos em busca do hedonismo puro. Enquanto Alexandre Watt quebra suas baquetas em peles velhas de tom tons, Lucas Barone limpa sua cabeça com lenços de seda e bate em seu baixo como se fosse mulher de malandro. Mais à frente, Marco Nunes abusa dos slides com riffs marcantes e Pedro Lobão solta bends enquanto pisa de forma alucinada em seu pedal wah-wah. Roger Lombardi acompanha tudo proclamando letras sem sentido com sua voz grave de crooner, exceto quando resolve berrar de forma desesperada "para dar um clima", como ele mesmo diz. Só não sabemos de quê.
 
Músicas como "Kill Somebody", "Beautiful Bomb", "Automatic Fire" e "Ultramarine Dog" são típicas composições com a mistura de riffs de guitarra, cozinha barulhenta e vocalista ainda mais barulhento. São perfeitas para se ouvir em um Mustang 1969. Como esses são difíceis de se encontrar, elas também se encaixam como uma luva para passeios em um Opalão SS. Outras, como "Desperate Passion", "I Don’t Believe" e "Here She Comes (Hot Stuff)" foram feitas para quem gosta de dançar, mas ainda tem vergonha. Há ainda músicas espirituais, evoluídas e grandiosas, como "Devil Sun", que, na verdade, não servem para nada. Mas você irá gostar delas mesmo assim.
 
Se o rock um dia foi perigoso e criminoso, o Goatlove pode ser encarado como o motorista de fuga da gangue que deixa todos na mão em cima da hora e é jurado de morte pelos colegas que acabam presos na saída do banco por não terem carro para fugir. Sim, eles são sacanas a esse ponto.
 
Guadalajara
Ao saírem com a Van, pegarem a garrafa de Jim Beam escondida no lugar do extintor e contarem as dívidas com laranjas, coquetéis de camarão e sabonetes deixadas no último show, feito em algum bar de hotel da parte baixa do centro da cidade, os rapazes do Goatlove resolveram vender Jojo, o macaquinho de realejo que eles roubaram de um cego no interior de Minas Gerais, juntar toda a grana e gravar seu 'debut'.

Lançado em 2012, "The Goats Are Not What They Seem" foi um fracasso total. Não satisfeitos, o grupo juntou mais alguns trocados (o que demorou um pouco, visto o vício da banda em coquetéis de camarão e sabonetes) para, no fim de 2016, fazer sua segunda tentativa de alcançar o estrelato: "Guadalajara". Seguindo a linha adotada no primeiro álbum, a banda não se ateve a nenhum critério estético definido. O disco abre com a esquizofrênica, densa e hipnotizante "Shine" para, logo em seguida, convocar o ouvinte a tomar alguns doses de Old Eight ao som do Hard Rock de "Down To The River".
 
A motörheadiana "Rise, Caeser, Rise" traz grandes linhas de baixo e uma letra poética, sensível e sem sentido. O lado sombrio e gótico vem na sequência, com a old school "Liar", uma ode aos bailes dark dos anos 1980 e 90 e bandas como The Sisters Of Mercy, Bauhaus, Joy Division e Fields Of Nephilim. O Hard Rock com pegada de Punk Rock, como um The Stooges misturado com The Cult, aparece na sequência com os petardos "Saturn's Honey" e "Hipshake", ambas com a colaboração inspiradíssima da vocalista Anita Cecília Pacheco.
 
O lado experimental reaparece com "Apes", influenciada por nomes clássicos da música industrial, como Skinny Puppy e Laibach. O auge da experimentação e liberdade artística vem com "We Shall Rise", um mantra tribal de mais de 15 minutos. O álbum termina com a épica semi-balada "Sunshine Colours", trazendo violões, ukeleles e mais homenagens. Ou seja, "Guadalajara" tem tudo para ser um fracasso ainda mais retumbante que o 'debut' de 2012. Veremos...

Formação:
Roger Lombardi (vocal)
Marco Nunes (guitarra)
Pedro Lobão (guitarra)
Lucas Barone (baixo)
Alexandre Watt (bateria)

Discografia:
"Look What The Goat Dragged In" (Single, 2008)
"Automatic Fire" (single, 2010)
"The Goats Are Not What They Seem" (CD, 2012)
"Guadalajara" (CD, 2016)
 
Mais informações em:
www.facebook.com/goatloveweb
https://soundcloud.com/goatlove
www.goatloveweb.com
https://www.youtube.com/user/goatloveweb/
https://goatlove.bandcamp.com/

Contatos para shows:
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